Entrevista: Ultraviolet


Jeane Vitória tem 19 anos e é de Ribeirão Preto. Adepta ao design gráfico, a jovem é fã de fotografia e a arte. Não é à toa que seu trabalho envolve tudo isso. Jeane criou a Ultraviolet, um espaço onde divulga, desenvolve e assina sua arte. Recentemente, participou da 27ª Mostra de Arte da Juventude – o projeto busca incentivar jovens artistas e estimular o desenvolvimento da arte contemporânea do país –, promovida pelo Sesc de Ribeirão Preto, e foi uma das mulheres premiadas na Mostra.

O encontro com a arte é muito recente, mas, ainda assim, Ultraviolet toca questões muito importantes como a quebra de padrões.

Para conhecer um pouco sobre essa jovem artista e seus caminhos dentro da arte, seus gostos e os motivos que a levaram, é só acompanhar a entrevista abaixo.

Quando percebeu que queria mexer com fotografia e design gráfico? Como é a sua formação artística?

São paixões recentes. Simpatizei com a fotografia aos 15 e design aos 17. Não possuo formação artística, sou adepta a me aventurar pelos softwares de edição criando novos métodos e mesclando técnicas já existentes.

Como surgiu a Ultraviolet? E quais são os seus planos para esse projeto?

Através da curiosidade. Descobri o Glitch (movimento artístico) e resolvi arriscar criando algumas “glitcharts”. Desde o começo não planejei nada para a Ultraviolet foi muito ocasional e ainda não possuo algo em mente mas continuo criando conteúdo e expressando novas ideias.

Você tem 19 anos e acabou de participar da 27ª Mostra de Arte da Juventude. Como é para você perceber que seu trabalho está sendo reconhecido, e conhecido, por outras pessoas? Participar da Mostra era um desejo de muito tempo?

É tudo muito novo para mim e vejo que posso começar a concretizar meu rumo na arte com essas oportunidades, é ótimo poder expor meu trabalho para mais pessoas e receber certo reconhecimento, isso é motivante. Eu não tinha conhecimento da mostra até o início das inscrições quando uma colega me incentivou a participar.

Ao lado de Aline Moreno e Lahayda, foi uma das mulheres premiadas nessa Mostra. Qual a sensação de ter esse tipo de reconhecimento?

Me senti ansiosa do começo ao fim, é gratificante ter a possibilidade de mostrar minhas habilidades através da mostra.

Você usa muitos corpos nos seus trabalhos. Eles estão sempre em evidência, mostram algo, ou se mostram. Como esses corpos se relacionam com a Jeane?

Na série Oppression, tive a intenção de retratar a fuga dos personagens de mundos padronizados com a opressão. O subtítulo “ode ao comando” expressa repulsa por tais padrões. Outras séries (não relacionadas com essa) também possuem semelhança, mas evidenciam de forma mais específica tais padrões. Nestas, os ‘’corpos’’ são geralmente ídolos e deuses mitológicos fugindo de realidades caóticas e em ruínas. A relação desses corpos com a Jeane não é muito diferente da intenção demonstrada nas artes.

Quais os planos futuros para a Ultraviolet?

Continuar produzindo, me adaptando e experimentando novos métodos  e técnicas.

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Letícia Miranda

Sobre Letícia Miranda

Letícia Miranda, Brasiliense e com 20 verões chuvosos no currículo. Estudante de Letras na Universidade de Brasília, gosta de ficar horas sentada no escuro do quarto pensando na vida e inventando vários projetos. Tem uma fissura por sair sozinha, mas não dispensa uma boa companhia. Não sabe dizer quando a poesia virou parte de seu corpo, mas desde que isso aconteceu um embate tem rolado. Gosta de fazer colagens, degustar livros e ouvir pessoas sábias falarem.